Postagens

Mostrando postagens de outubro, 2022

AMOR PROFUNDO

Imagem
  Amor profundo Mizae l de Souza Xavier Não quero aqui falar Como quem joga palavras ao ar Porque Tu me conheces e sabes bem Tudo o que eu penso E o que sinto também. Na verdade, eu queria apenas dizer Obrigado, Senhor, porque me fez ver Que sem Ti eu não sou nada nem ninguém Mas contigo eu vou bem mais além. Tu estás comigo, és o meu amigo Eu sei que posso confiar Que mesmo diante da dor Ou do maior perigo Em teus braços tenho abrigo E posso descansar. O brilho de todas as estrelas não é maior Que a luz que invade meu coração E nada é maior que este amor Que pela graça me trouxe salvação. E por mais que eu possa falar Jamais poderei explicar A profundidade deste amor Que me deu o meu Salvador. ESTE POEMA FAZ PARE DO LIVRO “OCEANO”, QUE VOCÊ PODE ENCONTRAR À VENDA EM E-BOOK NA AMAZON. CONHEÇA TAMBÉM OUTROS LIVROS DE POEMAS DE MINHA AUTORIA, À VENDA NA AMAZON EM FORMATO DE E-BOOK:

DOCE MEL

Imagem
  Doce mel Mizael de Souza Xavier Tudo é como nada Pois tudo um dia acaba E todos chegam ao fim. A pobreza ou o dinheiro O último ou o primeiro A vida é mesmo assim. Então que vale a luta Que valem tantas disputas Se no fim todos perderão? Diante da sua cova Cada um terá a prova E a sua finalização. Vale a pena então a vida Como sentença proferida A cultivar desavenças? Vale quanto essa destreza Por ajuntar riquezas Que maculam a consciência? Tantas pessoas nesta luta Nesta eterna labuta Por tornar-se rei na terra. O tempo vem sem dó E transforma tudo em pó Findando aí a guerra. Se tudo é como nada Haverá coisa eternizada Pela qual é justo viver? Um tesouro imperecível Mesmo que seja invisível E que valha a pena ter? Sim, existe esta riqueza Da mais pura singeleza: E que está prometida O ladrão não pode roubar Nem a traça destroçar Porque é a verdadeira vida. O nada se transforma em tudo E o futuro está desnudo: A glória bendita no céu. Basta buscar a verdade Antes que seja tarde E...

LUAR SERTANEJO

Imagem
  Luar sertanejo Mizael de Souza Xavier No alpendre da casinha na fazenda Numa noite, minha rede fui armar No barreiro, sapos e grilos cantavam Bem no alto, a lua cheia a clarear. Espoleto, meu cãozinho companheiro Logo abaixo de mim já cochilava E na mata enegrecida do sertão Uma onça faminta ali caçava. O calor que aqueceu durante o dia Transformou-se numa friorenta brisa Com uma xícara de café forte coado E um prato de cuscuz eu me aquecia. Naquela noite sertaneja me faltava Aquela moça para quem jurei amor Em outra noite sob um pé de juá Olhando a lua em todo esplendor. Moça bonita, clara como o luar Cabelos negros como a noite profunda Esplendorosa como flor de mandacaru E intensa como barragem funda. Olhando a lua, nossa fiel testemunha Amor eterno jurei na sua presença Mas que também presenciou seu adeus Que não ligou para minha benquerença. Sei que o galo chamará por outro dia E a jurema na chuva renascerá Entre os caibros, rolinhas farão ni...