DOCE MEL
Doce
mel
Mizael de Souza Xavier
Mizael de Souza Xavier
Tudo
é como nada
Pois
tudo um dia acaba
E
todos chegam ao fim.
A
pobreza ou o dinheiro
O
último ou o primeiro
A
vida é mesmo assim.
Então
que vale a luta
Que
valem tantas disputas
Se
no fim todos perderão?
Diante
da sua cova
Cada
um terá a prova
E
a sua finalização.
Vale
a pena então a vida
Como
sentença proferida
A
cultivar desavenças?
Vale
quanto essa destreza
Por
ajuntar riquezas
Que
maculam a consciência?
Tantas
pessoas nesta luta
Nesta
eterna labuta
Por
tornar-se rei na terra.
O
tempo vem sem dó
E
transforma tudo em pó
Findando
aí a guerra.
Se
tudo é como nada
Haverá
coisa eternizada
Pela
qual é justo viver?
Um
tesouro imperecível
Mesmo
que seja invisível
E
que valha a pena ter?
Sim,
existe esta riqueza
Da
mais pura singeleza:
E
que está prometida
O
ladrão não pode roubar
Nem
a traça destroçar
Porque
é a verdadeira vida.
O
nada se transforma em tudo
E
o futuro está desnudo:
A
glória bendita no céu.
Basta
buscar a verdade
Antes
que seja tarde
E
ter em Cristo o doce mel.
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